Friday, June 06, 2014

CHOVE


É fininha e fria a chuva
Mas, seus pingos leves
Pesam muito,
pesam demais
na minha alma

ferida.

VOVÓ


Cravos, rosas e mosquitinhos
enfeitam minha infância
Correndo pelos jardins
da casa de vovó.


QUANDO....


Quando a tristeza
me abraça
Olho em torno e nada
encontro

que a afaste de mim.
Olho então, fundo
em minh' alma
E sentindo o Deus que me habita
Elevo me em oração
e do frio abraço da tristeza
nasce toda uma força
e beleza
como a da rosa em botão.

Tuesday, June 03, 2014

ODE À FOTOGRAFIA



Fotografar 
é escrever com luz
Fotografia é a tela
que o pincel da luz pintou.
Fotografar 
é esculpir,
desenhar,
registrar.
Fotografia 
é cofre 
que o desenhista
montou.
Fotografar 
é aprisionar o instante
Fotografia
é a fiel tela
que o fotografo
imortalizou.
Fotografar 
é parar
o momento.
Fotografia e acompanhar
a continua marcha,
do tempo
Observando
na estampa da tela
as marcas 
que o tempo deixou.



POESIA E FOTOGRAFIA


Entre poesia e fotografia
existe estreita semelhança.
Um certa irmandade
eu diria.
A poesia
fotografa em palavras
instantes de nossa alma
que transbordam em

versos,
vozes,
verve.
A fotografia
em seu modo singular
usa a poesia das formas
das cores.
da luz
para eternizar
instantes,
que se distanciam,
no tempo
pra nunca mais
deixar de ser,
pra parar,
de vez,
de morrer.
É a fotografia,
a poesia do olhar.


RETRATOS ...


De longe vi sua imagem:
absorta,
patética,
embriagada.
Caídos aos lado
do copo  de whisky vazio,
Alguns retratos
de um tempo
que você um dia
tentou
apagar,
mas, sua alma
nunca  deixou.


Sunday, June 01, 2014

FOI ONTEM


FOI ONTEM

Seus 80 anos, mamãe,
passaram que a gente nem viu.
Sentimo-nos sempre crianças
ao abrigo de seu olhar.
O tempo passou,
correu,
voou.
pôs-se a disparar
Ficamos ainda que adultos,
perdidos
como pássaros sem ninho
em noite escura
a te chamar.

O TEMPO PASSA?

NOSSA!! COMO O TEMPO PASSA!!!!

Passa o tempo depressa,
ou tão depressa passamos
pelas oportunidades,
pelas pessoas que amamos,
pelas coisas que queremos
que um dia...
abismados diremos:
O que fiz eu do tempo
que agora faz isso em mim?

PORTA RETRATO


Eu vi sobre tua mesa
no porta retrato
uma foto minha,
contrariando tua emoção
e tudo
o que disseste pra mim.
Compreendi
Que tua boca
fala o contrário
do que sente teu coração

Saturday, May 31, 2014

ROSAS E MAMÃE

O aroma de rosas se espalha pelo jardim.
Entendo que passas
por ali, mamãe,
recolhendo o ramalhete
da saudades,
que sentimos de ti.

MINHA JANELA DO MUNDO




Eu gosto de janelas
Isso a todos já contei
Mas da maior janela do mundo
Ainda tenho que falar.
Essa janela me permite
através dela
muita coisa bela olhar.
Sensoriar,
manifestar,
publicar
encontrar e,
principalmente,
reencontrar.
Meus ex-alunos,
meus sempre amigos,
meus amores
de ontem,
de hoje
e de sempre.
Todos que um dia
as fainas da vida,
fizeram esparramar:
Encontro amigos na
Alemanha, na Inglaterra
na Argentina,
na Itália e
na Espanha vigorosa.
Falo com os que estão em Portugal,
Na Colômbia,
Em Quito,
Na França ou Uruguai.
Do Brasil nem se discute
os locais, apaixonantes,
que esta janela me permite
visitar .
Pela janela
perseguida,
mal falada,
injuriada
que muitos ficam a comentar:
Internet- uma janela sempre aberta e universal.
Alguém me aponta outra janela igual?

UM HIPER CONDUTO NA WEB


O FACEBOOK e BLOG


Em homenagem aos criadores do Facebook  e do blog

Esta imensa via do ciberespaço
é um corpo aberto,
ativo,
reticular, fulgurante
altamente dinâmico
que carrega as marcas
singulares.
as multiplicidades
e as idiossincrasias
de todos os que dele se apropriam.
É via de acesso
de múltiplos olhares.
É a voz viva de
sonhos
e de contares.
Este imenso hipertexto
é um hiper corpo
livre
que nos permite reencontrar
pessoas que nos são queridas
mas que os revezes da vida
fizeram a gente se afastar.
É uma trombeta que ecoa
pelos ares
pelos mares,
pelos bosques,
pelos lares
e pode a todos
convocar
para mais união,
cidadania e paz.
Os que o usam
para futilidades
Não perdem por esperar
colheita
inútil
e tempo solto no ar.

Friday, May 30, 2014

TIREI MEU CORAÇÃO DO BAÚ

Tirei meu coração
daquele velho Baú,
No qual estavam as lembranças
de seu beijos,
o eco de suas palavras,
nosso perfume entrelaçado,
as marcas de um sonho.
Pronto.
Saiu ele para tomar sol
e no horizonte
viu
Um novo amor
sentado à sua espera.


A mesa posta.
Um lugar vazio.
Um copo vazio.
Um prato vazio.
Uma cadeira a espera.
Um coração no deserto
que chora.
Se alguém me perguntar
- o que é solidão?
Direi:
-  é sentir-se solitários
 entre as gentes
E esperar um abraço 
que nunca vem.
E para não sentir solidão?
Melhor não esperar nunca nada,
de ninguém,
assim, o que vem, vem...
e pronto.
Simples assim.

Wednesday, May 21, 2014

Fotografia: Beatriz Helena  Dal Molin/ Santiago de Compostela/ Noroeste da Espanha
região da Galícia.

JANELAS ILUMINADAS

É o mesmo tom de ouro aceso
que ilumina,  de fora, 
as centenárias janelas.
O escuro silêncio
 da saudade e
 da ausência de um amor.
jaz, lá dentro delas.






 Fotografia: Beatriz Helena/ Santiago de Compostela/ Espanha.

JANELA MUDA

Há muito emudeceu esta bela e florida janela,
outrora, palco de sorrisos e
 serestas.
Hoje muda, chora tímida,  farto pranto,
 com que rega, abundantemente,
os vasos que  florescem
saudades infindas.

                       Fotografia: Beatriz Helena Dal Molin/ Santiago de Compostela/ Espanha.
SUSPIROS NA JANELA

Pela janela entreaberta
Ouvi gemidos,
suspiros, e,
uma canção de amor.
profetizei:
é mais uma vida
que vem.
JANELA ESQUECIDA

Pela velha e esquecida janela,
Cruzaram-se olhares,
Movimentaram-se acenos,
Transbordaram sonhos
ilusões,
fantasias.
Hoje fechada,
triste,
esquecida,
deixa vazar por suas grades
uma ponta de esperança,
no verde do musgo que se esgueira
pela soleira,
sofrida,
soturna,
solitária.



Fotografia: Beatriz Helena / Santiago de Compostela/ Espanha


Saturday, December 21, 2013

MEUS NATAIS


Os flocos de neve dos meus natais

São pedaços de algodão da minha terra

leves, brancos carregam consigo lembranças

De amigos que foram para nunca mais voltar.

Lembranças  de juras  que deixaram de ser eternas,

mas eternizaram-se em mim.

 
Os sinos de meus natais

Fazem ecoar sons de minha infância,

Vozes  queridas se se calaram para sempre,

Vozes que ainda ecoam, evocando saudades ímpares,

 
Os anjos de meus natais são os rostos queridos

de meus ancestrais, meus avós, meus pais.

São as faces serenas de minha irmãs,

São os olhos  negros de Keyla,

Os olhos de céu de Tobias,

E os verdes olhos de Rayza

E o dourado olhar de Victória.

 
O presépio de meus natais

É a sincera presença  dos amigos,

A lealdade dos companheiros na hora das lutas,

O símbolo de minha fé num amanha melhor para todos.

 
Papai-Noel de meus natais

É a presença viva da esperança,

a confirmação  das realizações e da paz

É o símbolo sagrado de que crer sempre vale a pena!!!