Tuesday, July 02, 2013

AS MINHAS JANELAS

A instalação  traz janelas fotografadas por mim em Assuncion,  Porto, Guimarães, Braga, Fátima, Lisboa, Faro, Santo Antonio da Vila Real, ( Portugal) La  Coruña, Santiago de Compostela, Sevilha e  Madrid, (Espanha).
Estas janelas são meu link com o que foi, o que é, e o que há de vir. Um presente de memórias, de sonhos, de fatos, de feitos e de história.



Thursday, June 27, 2013


Da janela iluminada ouvi sua voz em bela canção de seresta.
Recebi rosas, lancei sortilégios  para sempre.

E a dor de meu Adeus 
ainda sopra no vento


Pela janela
Entra o vento,
apaga a vela,
enxuga o pranto
da vã vigília


Atrás de grandes janelas
vultos nobres esgueiraram
seus amores incontidos,
suas dores sufocadas
sua humanidade reprimida
pelo manto frio
das monarquias

sem pulsação.

Wednesday, June 26, 2013



Atrás da  janela  fechada 
insiste o ritornelo
da canção do Adeus que, murmura
 uma saudade moribunda

Atrás da velhas
janelas
fechadas
dormem sonhos,
choram saudades,
calam-se segredos

incontáveis.

Na janela 
a estampa,
a Planta,

a tampa 
da dor.
Pela janela entreaberta 
o olhar se estendeu
 no imenso  vazio 
da eterna saudade 
a espera de ti.
As janelas são para mim, ponto de entrada de luz, de lua, de estrelas, da noite densa, de tempestades, da chuva.
São dos pirilampos, o caminho em tempos de trigais. A entrada das cantigas da incansável orquestra das cigarras, nos dia de sol. São  o fio de  entrada da luz tênue do amanhecer que meus olhos gostam de acompanhar no horizonte. Carregam também o signo da sensibilidade às influências externas e o vão de vazão de explosões internas. As janelas, enfim, são para mim, um símbolo da consciência e um portal para o inconsciente. Nelas me debruço e para elas miro sempre com a intensão de projetar-me além de meus limites ou para adivinhar-lhes segredos e sonhar mundos outros, quando fechadas querem esconder ou impedir algo. Abrem-se, agora, minhas janelas para encontros e, olhares e, sentidos. 

A VIDA DAS JANELAS

Uma janela arquitetônica e materialmente falando-se é sempre e ao mesmo tempo uma abertura e uma vedação. Materialmente se interpõe entre paredes. Pode ser o vazio desta parede, a ruptura para um nada, ou para um tudo que virá depois. Pode ser uma boca que se cala, um corpo que se esconde um som que se sufoca, um amor  que se finda, para nunca mais.
Ela pode levar nosso olhar para o fora, para o exterior, para o longínquo ampliando a extensão de nosso olhar, como pode também convidar nosso olhar atento, ou distraído a querer ver o que está dentro, o que poder-se-ia ver por trás de uma janela, semi-aberta, entre-aberta, fechada.
Vejo a minha janela e todas as janelas como um signo de  receptividade, da abertura para as influências vindas de fora e para que aquilo que habita os recônditos de nossa alma salte aos olhos dos que sabem ver.

Friday, May 10, 2013

UMA IMAGEM



Um traço, um rosto
um braço, 
um corpo suado
um resto 
de rastro
da força do abraço
que você me deu.





Monday, April 08, 2013

SEGUIR

Seguir a voz que chama ao longe,
O sol que desponta no horizonte,
Seguir a chama que flameja  ao vento;
o sonho, o mar, o acalanto,
Seguir crendo acima de tudo,
 quando tudo leva  ao não,
Seguir amando,
 por simplesmente amar,
o porta-retrato vazio,
a música que nunca mais soou,
o chamado telefônico que emudeceu,
A porta fechada que nunca mais se abriu,
a janela  aberta que nunca mais se fechou
os sinos que se calaram e as taças de vinho vazias.


ENSINAR

 
Ensinar  é renascer
em cada linha de expressão,
em cada ponto de uma nova exclamação!
em cada rosto de que se ilumina,
em cada nova palavra que brota timida
das mãos trêmulas
de um menino, de uma menina.
 

Tuesday, September 04, 2012

Marias, Marletes, Marlis,
Pedros, Fransciscos e Manueis
Janices, Janetes, Juremas
Desfiam nomes que trazem
sua lembrança sempre acesa.

Tuesday, June 26, 2012




Da janela avisto bandeiras
flores e fitas que  anunciam um tempo novo para las tierras
de latino america

JANELAS

Inicio uma série de haicais, minicontos, sonetos efrases de memória a aprtir de imagens e temas que designarei como Da janela, Pela janela, Através da janela. As janelas são janelas de várias cidades do mundo e ao mesmo tempo dizem  do que é comum na alma de todos e pelos olhas de cada qual.
Para esta série que resultará em uma instalação denominada Nossas Janelas escolhi uma janela de Assuncion por uma série de motivos , especialmente por este momento pelo qual passa nosso vizinho país.\

Janela há anos  fechada
prende sonhos de liberdade e  esconde os  gritos de morte.

Saturday, June 09, 2012

UM LAMENTO

Asunción de linda silhueta
ao mirar-te pela  vez primeira
admiro tuas formas
trabalhosamente
arquitetadas.
Lamento pelos prédios
que, em cores tristes
conta-me que a memória
de tua gente morre
um pouco por dia,
a cada balaustra que tomba,
a cada janela que a ferrugem,
não deixa abrir,
a cada brasão que o tempo apaga
a cada eira que se desmancha ao vento.
Oxalá ãgante ojere porã jeýne chéve!
Eguatána, he 'i imemby poñýva!


LICENCIATURA DE PORTUGUÊS EM ASUNCIÓN




Luís, Terezinha,
Patricia, Juliana,
Solange, Ismael,
José Maria, Aldo,
Maria de Jesus,
Embaixada Brasileira:
Uma palavra brota
e ecoa  em fraterna ponte ,
de afeto e gratidão.
Muito obrigada!
palavra simples,
que ecoará
sempre
em minh'alma
e coração.


ESTUDANTES DO PORTUGUÊS DE ASUNCIÓN

Que a Luz do Pai Maior
ilunime a jornada que se
amplia,
na senda do saber-ser,
saber-falar,
saber-fazer,
saber-saber
e,
principalmente,
do saber dizer-se.
Amém.



Friday, June 08, 2012

PARA TI ASUNCIÓN

Tus caies qual braços abiertos
de longas mangas coloridas
de vermelho, branco e azul
abraçaram meu coração.
Encheram meus olhos de cores,
acalentaram meu sono
de sons polifônicos, do teu altivo Guarani,
e  bravio Jopará
que agora se mistura, novamente, ao
som de brasilidade do bom português,
cujo sotaque novo vem do vizinho Brasil.
Quiçá uma nova lingua floresça
em tuas veias altaneiras,
de gente forte, de bela tez e de sotaques mil.
Lavarei comigo os olhos cheios de tuas altas portas,
dos lendários prédios e soberbos casarões,
cujo tempo e ferrugem dos anos
não apagaram a nobre beleza, mas
principamente, levarei comigo
os rostos e as voz de tua Gente,
Asunción das Sete Colinas.
do caudaloso   Paraguaí.
capital de um povo forte
que superou a Tríplice Aliança
a Guerra do Chaco, a morte e,
apesar de tudo segue livre
pelos caminhos da Luz
com a proteção de Nuestra Senhora de Asunción.